quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rubrica



Minhas palavras parecem desgastadas, mesmo que desautorizadas por mim. Já previa meu desatino, minha recaída. Será que existe culpa? Será que eu sou a culpada? Não desculpo minha imaginação, ainda que desbotada, pois quase sempre ela é uma resposta à minha crise existencial. Às vezes não, mas quase sempre sim.

Aí jogo palavras soltas como quem quer se livrar de alguma coisa ruim. Descarto tudo, todas as possibilidades, todas as impressões falsas. Pois o que é imaginação, é apenas imaginação, é nada... Nada poderá ser.

Por favor, deixem-me analisar minha tristeza, tintim por tintim. Espero chegar a alguma conclusão coerente. Não quero me descuidar de mim. Tenho que cuidar de não errar, não variar, mesmo que tudo isto seja sujeito a variações, mesmo que tudo seja atropelado e incinerado.

Sei o que é. É esse tumulto que me faço entender tão bem e tão mal e que parece sempre igual... Acho que é só isso, algo desconectado da minha cabeça, um fio solto. É assim mesmo. Pode ser que, uma vez ou outra, eu me sinta mal articulada e cheia de ângulos, uma artífice pouco engenhosa.

Não me assusto. Só sinto um pouco de desgosto pelo o que eu nem sei dizer. Pelas palavras cansadas. Acho que pelas sobras dos sentimentos desembainhados vestidos em mim. Pela incapacidade. Pela falta de antibiótico. Pela sentença final de minha rubrica.


6 comentários:

Alessandro Gruber disse...

essas fotos ficaram sensacionais.
O texto, dá pra saber bem que você acordou um pouco confusa hoje...hahaha, mas com excelente vocabulário!

Lízie disse...

eu exatamente como se sente..

jito disse...

comigo, pelo menos do meu ponto de vista e, nao querendo ser egoísta, é o mais importante, rs, a coisa funciona mais ou menos assim:

Também não quero me descuidar de mim. O problema é que, as vezes, eu me preocupo tanto em cuidar dos outros, que acabo inconcientemente descuidando de mim.

Meus erros comigo são os mais doloridos, pois me mostram um eu que eu não quero ser. Entendo que isso me tras crescimento, e que de algum jeito será bom, me fará melhor. Mas dói. Doi muito!

Mas descobri uma coisa interessante com a minha última desilusão. Eu sou totalmente incapaz de me curar. Sou incapaz de identificar em mim o meu próprio erro. Consequentemente, sou incapaz de ser feliz!!!

Deus é a resposta!

Parece clichê, eu sei. Mas não é que funciona mesmo? Incrível..

jito disse...

ahh.. e isso foi um desabafo! eu nem sei se tem alguma relação com o seu texto, elinhaa! rsrs

texto, aliás, que está ótimo!

João Batista disse...

A tia White sempre repetia em seus textos: "Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele." Provérbios 23:7.

Ela sempre usava este texto dizendo que quando repetimos idéias confusas, dúvidas, tristezas e defeitos nossos, mais e mais nos afundamos neles.

Há também, no livro Caminho a Cristo um capítulo chamado "Expulse a Dúvida" ao qual lhe aconselho ler ou reler.

Ocupar a mente com boas coisas é a ordem paulina (Filipenses 4:8).

Com esses escritos acabei vendo que não devia me conformar com quão mal ou bom sou, mas em quem eu quero ser.

Espero que estes conselhos te ajudem.

Um beijão.

felipe tonasso disse...

Coma mais chocolate! mto mais! em grande escala!
só isso,
sem teologia!
;)

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