sábado, 30 de maio de 2009

Calcificando o momento

O som do mar chega aos meus ouvidos no oitavo andar deste Hotel. Uma gaivota pousa na sacada. Ela observa atentamente o horizonte. O sol está se pondo, atingindo parte da mesa encostada na parede. Não sei que dia é hoje, só sei que é Sábado. Meu corpo está descansado. Sinto um leve sono de final de tarde. Não existem preocupações, ansiedade, stress… São nessas horas em que a paz toma conta de mim, que logo vem um milhão de questionamentos sobre o meu “eu”, minha existência, minha vida, meu caráter… Relembro meus atos nos últimos dias. E me pergunto: Será que eu sou uma pessoa boa? Porque faço diferente do que quero fazer? Qual o objetivo de todas essas coisas? Qual o meu valor?
Meu caráter é formado pelos meus hábitos, atitudes... Pelos pensamentos mais íntimos que ninguém mais sabe. Dos sentimentos mais profundos que, às vezes sou acometida sem que ninguém perceba… Do que sou. Mas quem sou eu? Eu estou aqui, pensando que estou lá, mas estou ali e quando irei acordar? Sinto que cada vez que tento me buscar, mais longe fico de mim mesma. Fico perdida e não me encontro nessa busca insensata entre coisas que eu não sou ou estou. Então eu devo ficar, ficar e me encontrar dentro do que pode ser Eu. Aí vem uma pequenina e miudinha tristeza, pois encontro o meu Eu brincando no quartinho mau dentro de mim. Então, olho para o horizonte. O sol se foi e a gaivota também. Ainda escuto o som do mar no oitavo andar deste Hotel e isso é bom.

6 comentários:

NOLGA disse...

С удовольствием прочитала Ваши размышления и задумалась...

Alessandro Gruber disse...

Que bonito esse texto!
Interessante, que em um momento de paz, a procura sobre o eu não parece tão pacífica, mas, como você mesma diz: isso é bom.

Beijo!

jito disse...

É incrível como o afastamento de nosso país, cultura, amigos, amores, nos deixa melancólicos, pensativos, introspectivos, reflexivos!

Sabe o olhar triste da gaivota, mirando o horizonte? É porque ela sabe que ali, depois daquela água toda, está o Brasil, rs.

Aproveite muuuito sua última semana! E então, volte, para contar suas novas histórias!!! hehehe

Elen Gruber disse...

Nolga,

спасибо

jito disse...

ahahahahahahahahahahahahaha!!!

Monteiro disse...

Quando nos distanciamos de quem gostamos de verdade, viajamos ate ao infinito e criamos um vazio que nos faz sentir o quanto amamos aqueles a quem, embora por instantes, abandonamos!!!!!.Mas, felizmente, tudo é passageiro, e logo, logo, nos recompomos!Não é Elen?
Tudo de bom.

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